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Teste Projetivo e teste Expressivo

A seguinte síntese traz referência a leitura do um artigo publicado em 2015 e 1996 referente a testes projetivos e testes expressivos. Medida Psicológica – Princípios e Prática. E Programas e Resumos – II Encontro de Técnicas de Exame Psicológico: Ensino, Pesquisa e Aplicações, São Paulo: Usp. De acordo com cada artigo podemos compreender a importância que norteia na prática entre discentes alunos, de psicologia e psicólogos formados na aplicação e a ensino de testes psicológico no ambiente Clínico, visando a validação e a fidelidade de forma ética, de cada teste aplicando para cada avaliando ou paciente, respeitando as características singulares e subjetivos de cada cliente.

 

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Técnicas Projetivas

A importância das técnicas projetivas gráficas se da pelo modelo: do Desenho da Figura Humana, o Teste da Árvore e o Desenho Livre. Após analisar o uso projetivo dos desenhos; discute as linhas de interpretação e o significado dos aspectos gerais, que se aplicam, com as devidas adaptações, aos diferentes temas e situações. A seguir, cada procedimento é apresentado em sua caracterização e fundamentação, como introdução para um guia prático para uso da prova. A técnica de aplicação é devidamente exposta, sendo proposto um esquema de avaliação e interpretação, envolvendo um protocolo especialmente elaborado e a técnica para avaliar e interpretar os dados nele contidos. A apresentação é essencialmente sucinta, reportando o leitor às obras necessárias ao desenvolvimento das idéias expostas. Em se tratando de um texto auxiliar para o treinamento de alunos e/ou dos estudiosos no manejo de determinadas técnicas, espera-se que essa complementação seja feita sob orientação do professor da matéria. Como assinalado no prefácio, dada a natureza peculiar e os aspectos próprios das técnicas projetivas e expressivas, o treinamento na avaliação e interpretação das mesmas exige, mais do que em outros setores da medida psicológica, um cuidado e discernimento que dependem em grande parte da experiência clínica que os alunos em geral não possuem. Uma boa formação em psicologia do desenvolvimento e da personalidade, em psicopatologia em psicologia profunda, entre outras, fornecerá o embasamento necessário, mas não suprirá a referida experiência clínica. A importância das técnicas projetivas na clínica para Buck (2003), define o H.T.P, como um teste projetivo que serve para obter informações de como uma pessoa experiência a sua individualidade em relação ao ambiente do lar e em relação a outras pessoas. É um instrumento sistematizado, que tem várias respostas. E como toda técnica projetiva, ele “estimula a projeção de elementos da personalidade de áreas de conflito dentro da situação terapêutica” (Buck pg.1), permitindo assim que estes conflitos, interesses gerais dos indivíduos e aspectos específicos do ambiente que ele ache problemático sejam identificados, além de estabelecer o rapport entre paciente e terapeuta. Tais recursos dos testes projetivos que proporciona ao terapeuta o manejo necessário, para conhecer o cliente-paciente em toda sua dimensão de subjetividade e personalidade, a visão de si mesmo, de como se percebe em sua existência, de como se relaciona com mundo e as pessoas a sua volta. Assim podemos concluir que os testes projetivos são eficientes para descobrir, conflitos existentes, seja e eles passados, presentes e futuros, em cada indivíduo que se encontra em situações de vulnerabilidades, que se queixam de problemas familiar, pessoal ou relacional. E muito importante o indivíduo recorrer, a uma psicoterapia para se auto-conhecer a si mesmo, fazer uma ressignificação de crença ou de sua vida como todo em sua totalidade, e de acordo com cada necessidade que o indivíduo traz ao terapeuta, iniciando entrevistas ou triagens o processo terapêutico ocorre e a aplicação de testes e necessária, entra de modo interventivo para sondar o seu comportamento e a personalidade de cada cliente-paciente, para se chegar um diagnostico mais correto e ético, executando de forma mais humanizada, com características de empatia, respeitando os valores e crenças o modo singular de cada pessoa, de cada demanda que o traz, na clínica de atendimento psicológico.

Referência Bibliográfica

Medida Psicológica – Princípios e Prática, Ethel Bauzer Medeiros, Buck (2003).

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Testes Expressivos

Segundo autor John E. Bell (1951) mostra como os testes expressivos vão surgir. O estudo da personalidade vai sendo feito através de determinadas atividades. Por exemplo, o emparelhamento “das expressões faciais de quadros com traços de personalidade, das expressões faciais ou facetas com o estilo literário e artístico, e do caráter da letra com retratos, rubricas e sexo” ou experimentos que investigam “as características da letra, o modo de andar, o porte, e o gesto” (BELL, 1951:244). Estes estudos contribuíram muito para a construção das técnicas expressivas. Porém, só com Mira y López (1962) o estudo dos movimentos expressivos se dirigiu à aplicação prática, através da interpretação da personalidade em situações clínicas. Técnicas expressivas onde o sujeito fica inteiramente livre, não apenas em relação às instruções como também em relação ao material proposto. Porém, ao adotar esta posição, algumas técnicas expressivas ficam sem localização, já que para algumas técnicas expressivas existem regras objetivas. Em relação aos desenhos do tipo HTP, Desenho do Animal, Desenho da Escola, certos critérios são padronizados. Finalizando, as técnicas expressivas oferecem inúmeras variações. Enquanto técnicas gráficas, os desenhos podem ser organizados de acordo com a maior ou menor liberdade dos temas propostos. Baseando-nos nesta exposição que fizemos, vamos sugerir uma fusão dos princípios de organização de alguns autores. Sugerimos o agrupamento destas técnicas gráficas em quatro categorias, obedecendo ao princípio de liberdade que se prendem aos temas e tarefas. Podemos destacar de grande valia e suma importância do testes expressivos, dentro do âmbito do atendimento clínico, que proporciona ao profissional em sua aptidão e especialização em testes, lhe da uma gama de possibilidades de avaliar o paciente, por meio de técnicas gráficas, com bases qualitativos e quantitativos na produtividade, que cada indivíduo, produz de acordo com suas características pessoais, pela subjetividade e o modo singular que cada pessoa apresenta sua a personalidade, para o terapeuta. Exemplo claro e o Polográfico, que avalia a velocidade, uniformidade, distância, firmeza e posição vertical dos traços de cada pessoa, o nível de produtividade e Oscilação Rítmica. Independente de qual seja a classificação que se adote, o fato é que as técnicas expressivas possibilitam o acesso a sentimentos, idéias e afetos através da linguagem não verbal. Este tipo de comunicação vem sendo estudada cada vez mais por diversas ciências (psicologia, antropologia, etologia).

Referência Bibliográfica

PROGRAMAS E RESUMOS – II Encontro de Técnicas de Exame Psicológico: Ensino, Pesquisa e Aplicações, São Paulo: USP, set. 1996.

 John E. Bell (1951), (BELL, 1951:244), López (1962).

 

 

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