”Autismo Clássico Métodos de Ensino”

METODOLOGIAS DE ENSINO APLICADAS A CRIANÇAS AUTISTAS

ANDRESSA DE LIMA TELES

 ÁQUILLA KELLE LIMA E SILVA

 PATRÍCIA DE SOUSA WANDERLEY

 RANYELA DE SOUSA LIMA

 RODRIGO ALVES TRINDADE

 

 

Crianças diagnosticadas com a síndrome do espectro autista acabam sendo excluídas da sociedade pela sua dificuldade de interação e afetividade, por tanto verificamos a importância dos profissionais para a mudança e aprendizagem de novas práticas interativas com as crianças. O processo de aquisição de linguagem da criança com autismo tem sido descrito em termos de déficits. Na tentativa de se contrapor a esse olhar patologizante, considerado reducionista, esse trabalho objetivou analisar os métodos utilizados por profissionais no auxilio da aquisição da linguagem de crianças com a síndrome do espectro autista. Verificamos que existem mais de noventa e três tipos de métodos utilizados atualmente, porém em entrevista e pesquisa com profissional da área, podemos perceber que são dois métodos os mais utilizados, sendo eles o Método Teacch (Tratamento e Educação de Crianças Autistas E com Desvantagens na Comunicação) e o Método ABBA (Análise do Comportamento Aplicada), ambos com alta taxa de sucesso no auxilio da aquisição da linguagem em crianças autistas.

Palavras-chaves: Autismo, Método Teacch, Método ABBA, Linguagem.

[1] Graduandos do curso de Psicologia da Faculdade Estácio de Sá – FESGO, cursando o 5º período, matéria psicologia do pensamento e da linguagem. Andressa Teles, Aquilla Silva, Patrícia Wanderley, Ranyela Lima e Rodrigo Alves Trindade.

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho visa responder o seguinte problema, quais métodos são utilizados por profissionais para auxiliar na aquisição da linguagem de crianças Autistas. A presente pesquisa propõe avaliar a aquisição e desenvolvimento da linguagem na criança. O autismo é um transtorno definido por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. As manifestações do transtorno variam, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo. Deste modo iremos procurar entender como profissionais podem auxiliar essas crianças para terem um desenvolvimento melhor na aquisição de sua linguagem, consequentemente em seu desenvolvimento pessoal e inclusão social também.

 

1.1 Justificativa

Crianças diagnosticadas com a síndrome do espectro autista acabam sendo excluídas da sociedade pela sua dificuldade de interação e afetividade, por tanto verificamos a importância dos profissionais para a mudança e aprendizagem de novas práticas interativas com as crianças.

 

 2 REFERENCIAL TEÓRICO

Para Geraldi (1995), a linguagem é fundamental ao desenvolvimento de toda e qualquer pessoa humana. Ela permite aos sujeitos compreender o mundo e nele agir, e  desta maneira é a forma mais usual de encontros, desencontros e confrontos de posições, porque é por ela que estas posições se tornam públicas.

A linguagem é, assim, dialógica por natureza; é vista como ação, como um trabalho do sujeito sobre a língua visando à significação. Através do processo de aquisição, a criança se constitui como sujeito da linguagem e, ao mesmo tempo, constrói o seu conhecimento do mundo sempre por intermédio do outro. Nesse processo, a criança tem um papel ativo, na medida em que a construção do conhecimento é vista como uma relação sujeito/objeto, que se evidencia a partir de um processo de objetivação solidário em direção a um processo de subjetivação, enquanto tomada de perspectiva do sujeito, operando um determinado fenômeno (De Lemos, 1982).

Franchi (1976) sobre a aquisição da linguagem. Para o autor, adquirir a fala significa muito mais do que adquirir um conjunto de regras. Quando se aprende a falar não se adquire apenas um conjunto de “funções” e os modos e características de expressá-los, nem isso ocorre em consequência do exercício de diferentes atos efetivos de linguagem ou de assimilação de convenções e do domínio de um formulário de policiamento da prática “comunicativa”. Aprender a falar é também dominar e desenvolver sistemas de regras formais recursivas que permitem, a partir de elementos iniciais mais simples, construir as estruturas abstratas que se realizam em infinitas orações, servindo às mais diversas necessidades de manifestação das experiências humanas. O autor ainda complementa que a função comunicativa da linguagem depende do sucesso com que se exerça a sua função construtivo-representativa e imaginativa. A linguagem é uma atividade constitutiva, um processo contínuo de elaboração e reelaboração de categorias, de valores, de pensamentos. É com base nessas concepções que Franchi (1976) considera a linguagem um trabalho, pois os interlocutores “trabalham” ativamente na constituição do sentido.

Lier-de Vitto (1995) afirma que o papel do outro é bastante significativo, pois esse outro é determinante ou responsável pela entrada da criança na linguagem. É através do outro e da interação com ele estabelecida que se assume o termo “matriz intersubjetiva” para a noção de interação. Não obstante, não é apenas a interação que é imprescindível para a aquisição de linguagem.

Para Albano (1990), a criança depende de quatro condições básicas e imprescindíveis para o desenvolvimento da linguagem. A primeira seria a presença de um interesse subjetivo na criança, isto é, uma disposição de brincar. Crianças embrutecidas ou emocionalmente desorganizadas não aprendem a falar. A segunda seria a existência de pelo menos um sistema sensório-motor íntegro (audiovisual ou visomanual). A terceira seria a inserção em um meio onde a linguagem faça parte de rotinas significativas. Crianças negligenciadas ou severamente institucionalizadas não aprendem a falar. A quarta e última seria a presença de uma língua minimamente autorreferenciada que contenha alguns mecanismos gramaticais, sinalizando a própria organização para que a descoberta da sua estrutura possa se proceder eficientemente, seguindo uma direção mais ou menos determinada. Nessa direção, tomando para discussão a criança com autismo, ela não teria a primeira condição: interesse subjetivo em interagir com o outro.

Para Fernandes (2006), a partir dos dois anos de idade a criança passa a diferenciar perguntas de não-perguntas e também passa a ajustar suas respostas. Essa participação nas trocas verbais requer habilidades conversacionais básicas como capacidade de iniciar e interagir e de responder apropriadamente e manter a interação.

A questão da dificuldade de interação é um sintoma da síndrome autística que vem sendo descrito na literatura desde o descobrimento dessa síndrome por Kanner, em 1947. As crianças com autismo estudadas pelo autor apresentavam falha no contato afetivo, obsessividade na manutenção da rotina e movimentos repetitivos, sendo que algumas delas não desenvolviam fala, e as que o faziam não apresentavam intenção de se comunicar. Kanner (1947) afirma que o retraimento social é frequentemente, acompanhado da impossibilidade da criança de desenvolver linguagem de maneira funcional, ou seja, ela consegue pronunciar palavras, mas não apreende conceitos.

Fernandes (2006) relata que o foco terapêutico evoluiu de considerações e motivações comportamentais para uma abordagem que enfatiza os aspectos pragmáticos da linguagem. Com relação às técnicas comportamentais, uma das grandes críticas referiu-se à sua pouca transferência para situações cotidianas, ou seja, não havia generalização dos aspectos enfocados em situações naturais de interação. Isso levou pesquisadores e clínicos a buscarem procedimentos terapêuticos mais naturais e que promovessem não apenas a adequação da linguagem, mas também questões como melhores competências interacionais, levando o interlocutor em consideração. Alguns estudos focalizaram a eficácia terapêutica em termos de medidas padronizadas, mas não enfocaram a ação direta do terapeuta. Com relação a esta ação, algumas diretrizes são relatadas como importantes aspectos da ação do terapeuta de crianças do espectro autístico, entre elas: maior simetria na relação com o paciente; adoção de um posicionamento real quanto à comunicação do outro, no qual não entender e não ser entendido fazem parte do processo comunicativo; consistência entre funções e meios; e o trabalho com as funções e meios comunicativos, tornando-os cada vez mais funcionais.

Wing (1985) relata que estas crianças mostram dificuldade de programar e estruturar um discurso e podem apresentar apenas um jargão ininteligível, caracterizado por estruturas gramaticais e fonologia imatura na evocação. Como as estruturas gramaticais são geralmente imaturas, o uso de estereotipias e repetições constitui muitas vezes  uma linguagem metafórica. Evidenciam-se também alterações na estrutura do discurso, inadequação no uso da prosódia, desvios das normas gramaticais e dificuldades na manutenção de tópicos.

O aspecto sintático, segundo Rapin (2005), é o mais afetado em crianças com autismo. Essas crianças, conforme o autor geralmente apresenta uma fala com vocabulário sem elementos coesivos, característicos de uma fala telegráfica. Tal alteração, na maioria das vezes, causa a ininteligibilidade para o interlocutor, uma vez que os enunciados da criança tornam-se curtos e sem estrutura sintática. De modo geral, o domínio de estruturas linguísticas flexíveis essenciais para a compreensão da linguagem falada, como pronomes, verbos, adjetivos e conjunções, geralmente estão prejudicados na criança com autismo. Uma das características mais marcantes é a dificuldade na aquisição do pronome “EU”. A criança com autismo utiliza frequentemente a terceira pessoal para referir-se a si mesma.

Para Gauderer (1980), existem algumas crianças com autismo que falam com volubilidade, porém com atraso linguístico significativo. A maior parte dessas crianças representa sua linguagem por meio de ecolalia, com elementos decorados e produzidos fora do contexto.

O enfoque sócio-histórico da psicologia à teoria desenvolvida por Vygotsky tem como base a construção sócio-histórica ou histórica-cultural da mente. A sua preocupação centrava-se na questão de como os fatores sociais e culturais influenciavam o desenvolvimento intelectual, ou seja, a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito como o meio. O núcleo central de sua teoria trata de como os indivíduos, interagindo com agentes sociais mais instruídos (professores/as, colegas), constroem e internalizam o conhecimento. Enfatizou o papel da linguagem e da aprendizagem nesse desenvolvimento. A linguagem, sistema simbólico dos grupos humanos, representa um salto qualitativo na evolução da espécie. É ela que fornece os conceitos, as formas de organização do real e a mediação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. É por meio dela que as funções mentais superiores são socialmente formadas e culturalmente transmitidas, portanto, sociedades e culturas diferentes produzem estruturas diferenciadas. Os fatores sociais, de acordo com esse psicólogo, desempenham um papel fundamental no desenvolvimento intelectual. Quando o conhecimento existente na cultura é internalizado (construído) pelas crianças, as funções e as habilidades intelectuais são provocadas a desenvolver. Desse modo, a aprendizagem conduz ao desenvolvimento. Identificar o método utilizado pelos profissionais em crianças Autistas com auxílio do governo foi atribuído uma lei 12.764, de 27 de dezembro 2012, onde devido às dificuldades dos professores em lidar com tipo de criança autista estabelecendo essa lei que institui uma Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista que incentiva os professores a ter uma capacitação para lidar com crianças Autistas.

Na concepção vygotskyana, todo homem se constitui ser humano pelas relações que estabelece com os outros sujeitos. O sujeito não é apenas ativo, mas interativo, porque forma conhecimentos e se constitui a partir de relações intra e interpessoais. Trata-se de um processo que caminha do plano social (relações interpessoais) para o plano individual (relações intrapessoais). Em outras palavras, é na troca com outros sujeitos e consigo próprio que se vão internalizando conhecimentos, papéis e funções sociais, o que permite a formação de conhecimentos e da própria consciência.

O presente trabalho visa responder o seguinte problema, quais métodos são utilizados por profissionais para auxiliar na aquisição da linguagem de crianças Autistas. A presente pesquisa propõe avaliar a aquisição e desenvolvimento da linguagem na criança. O autismo é um transtorno definido por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. As manifestações do transtorno variam, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo. Deste modo iremos procurar entender como profissionais podem auxiliar essas crianças para terem um desenvolvimento melhor na aquisição de sua linguagem, consequentemente em seu desenvolvimento pessoal e inclusão social também.

 

2.1 Objetivo Geral

Identificar quais os métodos utilizados por profissionais da saúde para auxiliar na aquisição da linguagem em crianças Autistas.

 

2.2 Objetivos Específicos

Identificar os métodos utilizados pelos profissionais em crianças autistas

 

2.3 Hipótese

A falta de um ambiente adequado ou barulho, o tom de voz inadequado dos  professores estressados, pode influenciar no aprendizado e no desenvolvimento das crianças autistas no ambiente em escolar.

  1. METOLOGIA

Essa pesquisa apresenta-se a partir de um levantamento, onde os sujeitos pesquisados serão profissionais que trabalham diretamente com crianças autistas que possuem dificuldades na aquisição da linguagem.

 

 

3.1 Participantes

Participarão desta pesquisa, profissionais do sexo feminino e masculino, que trabalham em instituições públicas, diretamente com crianças autistas.

3.2 Instrumentos

  • Termo de livre esclarecimento
  • Prancheta com folhas A4, para anotações
  • Lápis preto e caneta
  • Entrevista semi-estruturada

 

3.4 Procedimentos 

Uma entrevista semi-estruturada, que será realizada no ambiente escolar, onde os professores serão conduzidos para uma sala da escola. O entrevistador fará as perguntas e anotará as respostas, os professores apenas responderão as perguntas.

 

4  RESULTADOS E DISCUSSÕES

A profissional entrevistada atua há 16 anos na Educação (AEE) Atendimento Educação Especializado. Segundo a profissional as maiores dificuldades enfrentadas no acompanhamento de crianças autistas é na adaptação do aluno na escola, na organização do ambiente para que o aluno se sinta confortável, e o envolvimento da família na adaptação da criança. Uma das maiores satisfações desse trabalho para ela é traças as metas e notar que o aluno com autismo conseguiu avançar de acordo com as suas possibilidades e observar que a criança se adapta ao meio escolar se desenvolvendo ao longo do processo do método de ensino especial, interagindo mesmo com suas limitações cognitivas. Os métodos mais utilizados pela profissional são a utilização de fichas de comunicação alternativa, rotina estabelecida antecedentes, avisar o aluno antes de começar o método de ensino especial, observar que tipo de atividade que chama mais atenção da criança jogos interativos, quebra-cabeça jogos lúdicos, investigar se a criança tem habilidades sociais escondidas, para estimular tais desenvolvimentos e talentos, porém um importante método é utilizado, chamado Método Teacch nas baterias de testes com crianças com autismo esse método e caracterizado como a difícil arte de ensinar por meios desenhos com cores, fichas interativas e a adaptada para os alunos, o procedimento minucioso, pois deve-se atentar para um ambiente adequado e separado do ensino regular e o Método Teacch tem dado êxito nos resultados aplicados e desenvolvidos com Crianças Autistas Clássicos.   Não se pode determina um tempo de melhora para crianças autistas, pois cada um é único e estimulado de forma diferenciada. Quanto mais cedo se aplica o método de intervenção educativo adaptativos, maior a chance de resultados proeminentes positivos.

As maiores dificuldades enfrentadas com as famílias de crianças autistas são em primeiro lugar a frustração, seguida da falta dos pais não acreditar que a criança seja capaz de desenvolver mesmo com suas limitações ela tem suas habilidades, não há grande compromisso por parte das famílias para com seus filhos Autistas, a maiorias dos pais acham que seus filhos não são capazes de fazer tais atividades diárias de uma pessoa normal. O trabalho com o autista deve ser troca entre interação do professor especializado, a família e o aluno autista. Deve-se haver um manejo do profissional rotineiro com a criança e o que é aplicado na escola deve ser repetido em casa, incentivado pelo os pais estimulando o desenvolvimento e evolução do seu filho. O profissional pode sugerir fichas de comunicação alternativas, um exemplo é uma ficha com a palavra beber ou comer todas as vezes que a criança pegar a ficha com a escrita beber, os pais automaticamente sabem que a criança quer beber água e assim todas as atividades diárias da casa da criança com autismo, o ambiente deve haver adaptações  para que a criança possa se comunicar com os pais, verbalmente ou não verbalmente por meio de fichas com palavras chaves de acordo com a vontade e a escolha da criança por meios de repetições de sua escolha, deve ser desenvolvido todos os dias  como na escola e na casa, o conjunto de ambos os ambientes é muito importante para desenvolvimento da a aquisição da linguagem do Autismo Clássico.

Conclui-se que a falta de profissionais para coleta e junção de dados e informações foi pequena, porém pode-se ter uma idéia de como o profissional e a família são indispensáveis e imensuravelmente importantes no desenvolvimento satisfatório da linguagem de uma criança com síndrome do espectro autista. Dos métodos pesquisados pelos alunos da presente pesquisa notou-se que o método mais utilizado é o Teacch, até por falta de coletas de informações de outros profissionais. Mesmo existindo mais de noventa e três métodos, o método Teacch e o método Abba são os métodos que mais aparecem em artigos científicos como sendo os mais utilizados na atualidade. O método ABA pode intencionalmente ensinar a criança a exibir comportamentos mais adequados no lugar dos comportamentos problemas.

Os objetivos da intervenção são:

  1. Trabalhar os déficits, identificando os comportamentos que a criança tem dificuldades ou até inabilidades e que prejudicam sua vida e suas aprendizagens.
  2. Diminuir a freqüência e intensidade de comportamentos de birra ou indesejáveis, como, por exemplo: agressividade, estereotipias e outros que dificultam o convívio social e aprendizagem deste indivíduo.
  3. Promover o desenvolvimento de habilidades sociais, comunicativas, adaptativas, cognitivas, acadêmicas etc.
  4. Promover comportamentos socialmente desejáveis.

O Método TEACCH se baseia na adaptação do ambiente para facilitar a compreensão da criança em relação a seu local de trabalho e ao que se espera dela. Por meio da organização do ambiente e das tarefas de cada aluno, o TEACCH visa o desenvolvimento da independência do aluno de forma que ele precise do professor para o aprendizado de atividades novas, mas possibilitando-lhe ocupar grande parte de seu tempo de forma independente. Partindo do ponto de vista de uma compreensão mais aprofundada da criança e das ferramentas de que o professor dispõe para lhe dar apoio, cada professor pode adaptar as idéias gerais que lhe serão oferecidas ao espaço de sala de aula e aos recursos disponíveis, e até mesmo às características de sua própria personalidade, desde que, é claro, compreenda e respeite as características próprias de seus alunos.

            Na sociedade competitiva em que vivemos é natural, durante o período gestacional, que os pais anseiem por um bebê saudável, normal e que cresça como qualquer outra criança. Quando os pais se deparam com a realidade do filho desejado ter uma deficiência ou um tipo de síndrome como o espectro autista, muitos sentimentos podem aflorar. As respostas a essa realidade, tanto sociais como familiares, podem ser desde a proteção excessiva até a rejeição.

Os resultados encontrados no presente estudo sugerem que novas pesquisas sejam realizadas de forma quantitativas com mais participantes no processo da pesquisa, para mais aproveitamento e maior levantamento de hipóteses para que novas teorias possam surgir ao longo do tempo dentro da Psicologia, na discussão no contexto familiar e métodos de aprendizagem para ensino adaptativo para crianças que necessitam de um apoio profissional, orientação para os pais saberem como lidar com seu filhos especiais no decorrer da jornada de suas vidas escolar e familiar, proporcionando mais dados no campo da sociedade cientifica, contribuindo na construção de conhecimento e desenvolvimento da Psicologia. A importância de mais pesquisas a serem realizadas por profissionais da saúde e escolar no âmbito familiar, deve ser feita para que se quebre os tabus impostos pela sociedade sobre crianças que necessitam de um ensino especial e a sua inclusão social.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho nos possibilitou compreender a importância do profissional que trabalha diretamente com crianças autistas. Esse profissional pode auxiliar assertivamente na aquisição da linguagem e no auxilio a família dessa criança, os dando suporte e orientações para terem uma melhor visão de seus filhos e de suas potencialidades.

Apesar de termos colhido poucas informações com profissionais da área sobre esses métodos, nota-se que são muito eficazes e resultam em uma melhora notória nas crianças diagnosticadas com a síndrome do espectro autista. Esse campo de estudo se mostra muito enriquecedor, e deve-se ser pesquisado por mais tempo e com uma ampla lista de profissionais para melhores resultados.

 ANEXO I – ENTREVISTA COM PROFISSIONAL

Nome:­­­­­­­­­­­­­­­­ Maria Madalena Dias da Silva

Idade: 49

Sexo: Feminino

Formação: Pós Graduação em Educação Especial

  • Há quanto tempo atua na área?

Atua 16 anos na Educação (AEE) Atendimento Educação Especializado.

2) Quais as maiores dificuldades enfrentadas no acompanhamento de crianças autistas?

Adaptação do Aluno na escola, organização do ambiente para, que se sinta confortável, envolvimento da família para a progressão e adaptação da criança Autista.

3) Qual a maior satisfação em trabalhar com crianças autistas?

Traçar metas e notar que o aluno com autismo conseguiu avançar de acordo com as suas possibilidades observar e ver a criança se adaptando ao meio escolar, se desenvolvendo ao longo do processo do método ensino especial e interagir mesmo com suas limitações cognitivas.

4) Quais os métodos utilizados em seu trabalho para auxiliar no desenvolvimento da linguagem de crianças autistas?

Utilização de fichas de comunicação alternativa. Rotina estabelecida antecedentes, avisar o aluno antes de começar o método de ensino especial, observar que tipo de atividade que chama mais atenção da criança jogos interativos, quebra-cabeça jogos lúdicos, investigar se a criança tem habilidades sociais escondidas, para estimular tais desenvolvimentos e talentos.

5) Existem mais de 93 métodos diferentes utilizados para o auxílio do desenvolvimento da linguagem de crianças autistas hoje, eles são realmente utilizados? Quais são os mais utilizados? Existe um método que seja eficaz ou são utilizados uma bateria de testes?

Na Escola Estadual Dom Bosco nós usamos o Método Teacch nas baterias de testes com crianças com autismo esse método e caracterizado como a difícil arte de ensinar por meios desenhos com cores, fichas interativas e a adaptada para os alunos, o procedimento minucioso, pois temos que nos atentar para um ambiente adequado e separado do ensino regular e o Método Teacch tem nós dado êxito nos resultados aplicado e desenvolvidos com Crianças Autistas Clássicos.

6) Quanto tempo geralmente leva para se notar melhora nos comportamentos da criança autista e em quais aspectos, a partir do acompanhamento de um especialista?

Não se pode determina um tempo, pois cada um é único e estimulado de forma diferenciada. Quanto mais cedo aplicarmos método intervenção educativo adaptativos, maior a chance de resultados proeminentes positivos.

7) Quais as maiores dificuldades enfrentadas com as famílias da criança autista?

Em primeiro lugar e a frustração, seguida da falta dos pais não acreditar que a criança não seja capaz de desenvolver mesmo com suas limitações suas habilidades, não há grande compromisso por parte das famílias para com seus filhos Autistas, a maiorias dos pais acham que seus filhos não são capazes de fazer tais atividades diárias de uma pessoa normal.

8) Como a família da criança autista pode auxiliar no desenvolvimento de sua linguagem?

O trabalho com o autista deve ser troca entre interação do professor especializado entre o aluno autistadeve a ver o manejo do profissional rotineiro todos os dias com a  criança e o que e aplicado na escola deve ser repetido em casa, incentivado pelo os pais estimulando o desenvolvimento e evolução do seu filho especial.

9) O que o profissional pode fazer para ajudar a família da criança autista no seu desenvolvimento da linguagem?

Ele pode sugerir fichas de comunicação alternativas exemplo uma ficha com a palavra beber ou comer todas as vezes que a criança pegar a ficha com a escrita beber , os pais automaticamente sabem que a criança quer beber água e assim todas atividades diárias da casa da criança com autismo, o ambiente deve a ver adaptações  para que a criança possa se comunicar com os pais, verbalmente ou não verbalmente por meio de fichas com palavras chaves de acordo com a vontade e a escolha da criança por meios de repetições e sua escolha, deve ser desenvolvido todos os dias  como na escola e na casa do autista, o conjunto ambos os ambientes e muito importante para desenvolvimento da a aquisição da linguagem do Autismo Clássico.

 ANEXO II – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

CRONOGRAMA

DATAS FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO
Revisão bibliográfica X        
Confecção do projeto X X      
Coleta de dados     X X  
Análise de dados     X X  
Confecção de relatório       X  
Apresentação final do relatório         X

 REFERÊNCIAS

DEFRALTE, C. de B. Enfoque acerca da aquisição de linguagem em crianças psicóticas do espectro autístico: um estudo de caso. Distúrbios da comunicação. 2007. 111p. Mestrado, Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba.

DELFRATE, C. de B; SANTANA, A. P. de O; MASSI, G. de A. A aquisição de linguagem na criança com Autismo: um estudo de caso. Maringá 2009.

DIAS, Robson Batista. Educação especial e autismo. 1 ed. Campo Grande, MS: Perse, 2017.

Intervenção: método Teacch. Disponível em: http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/works/item.php?id=8. Acesso em: 15 de Março de 2017.

Psicologia da pessoa com necessidades especiais. Disponível em: https://estaciowebaula.com.br/salafraame.asp?curso=2441&turma=778176&tópico=822909&shwmdl=1. Acesso em: 15 de março de 2017.

REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma Perspectiva Histórico-cultural da Educação. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1995.

ROCHA, L. C; BEFI-LOPES, D. M. Análise pragmática das respostas de crianças com e sem distúrbio específico de linguagem. Pró-fono revista de atualização científica. Barueri, vol.18, n.3, 2006.

RIBEIRO, Sabrina. Aba: uma intervenção comportamental eficaz em casos de autismo. Revista autismo: informação gerando ação. 1 ed. Abril, 2010.

VIGOTSKY, L. S. A formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

 

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